Estudo experimental publicado, na edição set/2016, no European Journal of Pharmacology, respeitado periódico europeu, por pesquisadores da Medical University School of Medicina Legal, Shenyang, China indicou que a ativação do receptor canabinoide CB2 pode melhorar a cicatrização da ferida por redução da inflamação, acelerar a re-epitelização, e atenuar a formação de cicatriz. Assim, agonista do receptor CB2 pode ser uma nova perspectiva para a terapia de feridas da pele [1].
A esclerodermia é uma doença rara do tecido conjuntivo, mais comum em mulheres entre os 30 a 50 anos de idade, caracterizada pela exagerada deposição de colágeno na pele e vísceras. Os sintomas incluem enrijecimento da pele, dores nas articulações, respostas exacerbadas ao frio (doença de Raynaud) e azia. A estimulação dos receptores de adenosina (A2a) promove a fibrose dérmica, enquanto o sistema endocanabinoide modula fibrogenesis “in vitro” e em modelos animais de esclerodermia. Os receptores de adenosina, responsáveis pela produção da fibrose, apresentam interação direta com os receptores canabinoides CB1 e CB2 e são, por esses, regulados. Canabinoide sintético á base de THC, que se liga aos receptores CB1 reduzem a formação de fibrose [2].