Estudos experimentais demostraram que o CBD evita alguns efeitos produzido pelo THC e o mesmo acontece em humanos como demostrou a equipe do Professor PhD. Elisado Carlini da Universidade de São Paulo (UNIFESP) na década de 70 [1,2]. Uma vez que a evidência experimental indica que o efeito antagonista da CBD não resultou de uma interação farmacocinética direta com o THC e sim de ações independentes [3], estas observações iniciais conduziram à hipótese que o CBD pode possuir propriedades antipsicóticas. Um estudo experimental produzido pela equipe do Professor PhD Antônio Zuardi na USP de Ribeirão Preto comparou o efeito do CBD com haloperidol em ratos de laboratório com bons resultados antipsicóticos sem induzir a catalepsia, efeito colateral comum ao haloperidol [4].
O perfil farmacológico do CBD é semelhante ao exercido por drogas antipsicóticas e foi eficaz em relatos de casos abertos e ensaios clínicos em doentes com esquizofrenia com um perfil de segurança notável e importante redução de surtos. Exames de imagem, obtidos por ressonância nuclear magnética funcional, identificam o corpo estriado e o córtex temporal como áreas de atuação do CBD e que estão diretamente relacionadas com psicose [5]. A associação de CBD e nitroprussiato de sódio pode ser eficaz na prevenção e tratamento de psicoses em geral e em especial na esquizofrenia [6].
Semelhante à depressão, modelos experimentais que simulam quadros psicóticos são muito limitados o que prejudica a avaliação do CBD como antipsicótico. Mais estudos clínicos são necessários para ser confirmar o real poder antipsicótico do CBD.