O glaucoma é uma doença ocular que pode levar a cegueira irreversível. Representa um grupo de neuropatias ópticas caracterizadas por escavação da cabeça do nervo óptico e progressiva perda de células ganglionares, que são pequenos neurônios localizados da retina, responsáveis pela transmissão do estimulo nervoso ligado à visão. Por este motivo, discutimos o glaucoma nesta seção.
A pressão intraocular (PIO) é atualmente o único fator de risco modificável, e mantendo-a em níveis baixos se contribui para redução da progressão da doença. Entretanto, existem pacientes com glaucoma sem ter PIO elevada ou, inversamente, têm níveis elevados PIO, mas não tem glaucoma [1]. O sistema endocanabinoide atraiu considerável atenção como um alvo potencial para o tratamento de glaucoma, em grande parte, devido aos efeitos observados redução da PIO observado após a administração de canabinoides exógenos [2].
O sistema endocanabinoide esta presente em muitas células relacionadas à visão. Os receptores CB1 foram detectados no corpo ciliar, malha trabecular, canal de Schlemm e retina. Os receptores CB2, expresso na retina e podem contribuir para a função visual normal [3]. O THC aumentou o número de células ganglionares sobreviventes em ambas às regiões centrais e periféricas da retina afetadas. Por outro lado, em modelos experimentais o THC contribuiu diretamente para redução da PIO [4]. Revisão canadense, considera o sistema endocanabinoide com um “alvo em potencial” para tratamento do glaucoma e recomenda a realização de estudo clínicos para se quantificar e qualificar o real benefício dos canabinoides no tratamento do Glaucoma [5]